sexta-feira, 18 de abril de 2008

Uma questão de produtividade

A idéia desta postagem surgiu de uma conversa realizada numa feijoada na casa da Bárbara. A foto ao lado é da ocasião em questão. Nela, eu (ao meio); Josimar (de preto à esquerda) e Leonid (à direita); discutíamos um assunto importante (além de saber se deveríamos comprar mais cervejas antes destas que estão à mesa acabarem) : a produtividade no mercado de trabalho.
Nós três estávamos discutindo de como é interessante como algumas pessoas mudam de perspectiva com relação a produtividade do cargo que lhe são atribuídos no local de trabalho. O Josimar usou o exemplo de um amigo dele que trabalhava em uma empresa "X" (não citarei nomes para não compremeter ninguém, muito menos eu) e que, no começo, reclamava que passava a maior parte do tempo sem fazer nada. Dizia que tinha raiva de ficar só sentando e esperar o tempo passar, ocioso, no ostracismo (zzz...zzz...zzz...zzz... ). Porém, um certo dia o "mal" deste rapaz foi erradicado: ele começou a exercer as atribuições que o seu cargo exigia. Começou a trabalhar, de verdade. Começou a acumular tarefas e já até recebeu uma chamada do pessoal "de cima" da empresa "X". A queixa mudou: antes reclamava do tédio e agora queixava-se de que era trabalho que não acabava mais. O Josimar até falou para ele que: "Ué, cara?! Você reclamava que não fazia nada o dia todo e agora tá reclamando que tá sobrecarregado? Agora aguenta."
Ao terminar de me relatar esta história, eu falei a ele que também já testemunhara situação semelhante: pessoas que ficam ociosas no trabalho, e que reclamam, mas no fim do mês está com o salário na conta. Mas; após começar a, de fato, fazer valer o salário que recebe; começam a reclamar que trabalham muito e ainda recebem uma miséria no fim do mês. (?!)
Poxa vida, cara! Dá vontade de dizer na cara da pessoa: "Porra, tu reclama que faz porra nenhuma. De ficar com a bunda sentada nessa cadeira só esperando o tempo passar e bater a porra desse ponto. Agora que tu tem uma chance de exercer de fato a tua profissão, tu reclama que trabalha demais e ainda reclama do salário ?! Vai se f..."
Certas coisas não dá para entender.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

"E ela nunca mais me abraçou..." De um amigo meu

Creep (Tradução)

Radiohead

Composição: By Radiohead

Verme

Quando você estava aqui antes
Eu não podia nem te olhar nos olhos
Você é como um anjo
Sua pele me faz chorar
Você flutua como uma pena
Em um mundo bonito
Eu só queria ter sido especial
Você é tão especial

Mas eu sou um verme, sou um esquisitão
Que diabos estou fazendo aqui?
Eu não pertenço a este lugar

Eu não ligo se isso machuca
Eu quero ter o controle
Eu quero um corpo perfeito
Eu quero uma alma perfeita
Eu quero que você perceba
Quando eu não estou por perto
Você é tão especial
Eu só queria ter sido especial

Uh-uh Uh-uh
Ela está fugindo de novo
Ela está fugindo
Ela vai fugir, fugir, fugir, fugir,fugir

O que quer que te faça feliz
Queira o que quiser
Você é tão especial
eu só queria ter sido especial
Mas eu sou um verme, sou um esquisitão
Que diabos estou fazendo aqui?
Eu não pertenço a este lugar
Eu não pertenço a este lugar

terça-feira, 15 de abril de 2008

Somente aos interessados - Dr. House Terceira Temporada


Olá, seres formados por inúmeras moléculas de carbono! Tudo bem? Esta postagem é para alertar para todos aqueles que são fãs - assim como eu - da série de TV Dr. House, que a Rede Record dará início à exibição da terceira temporada nesta quinta-feira (17/04).

Por que um médico com métodos nada ortodoxos, mais rabugento que o Seu Lunga, viciado em analgésicos, manco e demasiado pedante possui uma legião de fãs?

Alguns dizem que é pelo fato dele ser extremamente sincero com relação aos seus pacientes. Que ele não precisa, de forma alguma, simpatizar com eles para poder tratá-los. Outros tantos afirmam que, apesar dele ter um "carisma ímpar", ele possui um gênio inegável e todos são obrigados a aturá-lo. E uma parcela acha-o cativante pelo fato de demonstrar uma certa humanidade e compaixão pelos outros - como no episódio da segunda temporada em que o Foreman ficou entre a vida e a morte - , embora demonstre um comportamento exacerbadamente anti-scoial.

No meu caso, são todos estes motivos citados acima. Lembro-me de ver, pela primeira vez, a propaganda da série na TV. Logo de cara não gostei. Pensei que se tratava de mais uma série do tipo "Plantão Médico": médicos bonzinhos, demasiadamente humanos, com seus problemas e frustrações em que, todavia teriam de salvar vidas antes de se salvarem. Que bom que eu estava enganado. Como pode uma série de TV ter; como protoganista; um médico tão cabeça-dura, pernóstico, rabugento, ranzinza, mal-humorado e; para piorar; tão genial? Pois a sacada, na minha opinião, é essa: você ter de aturar uma pessoa tão detestável e ainda admitir seus dons intelectuais. Com certeza muita gente deve ter passado por isso.

House está no lado oposto do espectro em que se encontra o personagem vivido por Robin Williams em "Patch Adams - O Amor é contagioso". Este se preocupa em sanar, não só os males físicos, mas também amenizar por meios lúdicos: uma espécie de terapia do riso. Já o House... bom, ele é o House. O que importa para ele é a doença. Dane-se se o paciente tem uma história de dar dó.

Outro aspecto importante na série são comos as doenças são tratadas: House não pensa como a maioria dos cientistas. Ele vê além. O seu conhecimento é rizomático - se move para várias direções - e não uma linha reta. Embora muitos dos casos são fantasiosos demais, é interessante notar a complexidade que o corpo humano é tratada. Realmente somos uma máquina complexa, formadas por sistemas complexos que funcional de maneira interligada. O ponto em questão é mostrar como muitos dos conceitos de outros ramos do conhecimento são trazidos à tona. Que realmente existe uma tal multi e interdisciplinaridade do conhecimento. Observo que muitos dos conceitos que vejo na faculdade (detalhe, sou graduando do curso de Biblioteconomia) adquirem uma outra dimensão nessa série. Conceitos como o de informação - a mola-mestra da tal "Sociedade da Informação" - são apresentados em um nível que eu não pensava existir. Só uma outra série me deixava grudado na TV por abordar estas questões numa outra roupagem: C.S.I. (mas isso é outra história).

E muito do que se vê em "Dr. House" é o que aprendemos quando tentamos entender a tal "Teoria do Caos": uma implicação leva a outra e atinge proporções colossais (vixe, colossais foi boa =)). A velha história de que "um bater de asas de uma borboleta blá blá blá blá... furacão no Japão."

Bom, desta vez escrevi mais de que de costume. Perdoem-me os erros de ortografia - não costmuo revisar o que escrevo no mesmo dia, só no dia seguinte. Mais uma vez,vai o meu apelo: não deixem de comentar cada postagem. Preciso fazer um feedback.

P.S: escolhi esta foto porque uma lembra a música 'In Limbo' do Radiohead. E também porque é uma representação imagética do criador não conseguir se dissociar de sua criatura: House, que é médico, por conta de sua condição tornou-se um viciado em analgésicos. Um médico que se coloca numa eterna condição de enfêrmo. Que adorável Frankenstein. Abraço.

Radiohead - In Limbo (tradução)

Estou no seu lado
Não há onde se esconder
Portas de armadilhas que abrem
Eu desço em espiral
Você vive num mundo de fantasia
Você vive num mundo de fantasia
Eu me perdi no mar
Não me incomode
Perdi meu caminho
Perdi meu caminho
Você vive num mundo da fantasia
Esse é o mundo mais lindo
Venha aqui
Venha aqui

Uma singela homenagem


Para Nina

Tenho um amigo
Ele tem uma cadelinha
É assim que ele a chama:
A minha cadelinha

Fala dela com carinho
Explica seus jeitos, suas carinhas

Quando chega a põe nos braços
Quando festeja até sorria

Quando planeja a põe nos planos
Sua chegada. Sua alegria

P.S.: Este poema foi feito por minha amiga Rafaela. Muito obrigado.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

O que estou escutando no momento.

It's Been Awhile (tradução)
Staind

Composição: Indisponível

E já faz um tempo
Desde que eu podia segurar minha cabeça erguida
E já faz um tempo
Desde a primeira vez em que te vi
E já faz um tempo
Desde que eu podia ficar em pé com minhas próprias pernas
E já faz um tempo
Desde que eu podia te chamar

E tudo que não consigo lembrar
Por mais fudido que tudo possa parecer
As conseqüências que meus feitos causaram
Eu fui além dos meus limites

E já faz um tempo
Desde que eu podia dizer que não era um viciado
E já faz um tempo
Desde que eu também me amo
E já faz um tempo
Desde que eu fudi tudo como eu sempre faço
E já faz um tempo
Mas tudo parece desaparecer quando estou com você

E tudo que não consigo lembrar
Por mais fudido que tudo possa parecer
As conseqüências que meus feitos causaram
Eu fui e fudi tudo de novo

Porque eu tenho que me sentir assim
Só faça isso ir embora
Só mais um dia tranqüilo

E já faz um tempo
Desde que eu podia me olhar direito no espelho
E já faz um tempo
Desde que eu disse que sentia muito
E já faz um tempo
Desde que eu vi o jeito que as velas iluminam seu rosto
E já faz um tempo
Mas ainda me lembro perfeitamente do seu gosto

E tudo que não consigo lembrar
Por mais fudido que tudo possa parecer
Eu sei que sou eu
Não posso culpar meu pai
Ele fez o melhor que pode por mim

E já faz um tempo
Desde que eu podia segurar minha cabeça erguida
E já faz um tempo
Desde que eu disse que sentia muito

P.S.: Uma dica de música.

domingo, 13 de abril de 2008

MSN Psicanalítico...


MSN. Desde que este programa surgiu, muitas pessoas o adotaram como algo indispensável para o seu cotidiano. Tão indispensável quanto respirar,alimentar-se e entre outras coisas. Para os tímidos - o autor que vos fala se enquadra nesta categoria - tornou-se instrumento indispensável para dialogar com uma garota. Afinal, é bem mais fácil pedir o msn e teclar, do que pedir o número do telefone e inventar um assunto mirabolante para conversar com seu interesse amoroso. Evita muito constrangimento,pois muito coisa pode dar errado. No MSN o coitado se protege mais e evita dar uma gafe que - na maioria dos casos - daria no contato face a face. Uma prova de que as novas tecnologias deram uma remodelagem na interação social. Então, vc deve estar curioso quanto ao título desta postagem. Bom, vou explicar. Vez ou outra, quando estou online no msn, uma pessoa começa a conversar. Começa com um assunto deveras trivial - "Oi", "Tudo bom? - tipo da função fática da nossa língua. Quando, de repente... a pessoa começa a falar que brigou com o pai, depois com a mãe, com o irmão, papagaio. Perdeu o emprego, descobriu que o namorado é bissexual e gosta mais de homem, que está com uma doença em estado terminal e que tem 1 semana de vida e - UFA! - ainda descobre que Papai Noel não existe. Impressionante como o indivíduo começa a escrever. E escreve, escreve, escreve, escreve.... Faz a biografia todinha da vida por msn. E eu, que só tinha a intenção de um papo para passar o tempo, me sinto como que uma espécie de divã virtual. Depois que a pessoa dá um pausa eu simplesmente digo "Sim", "Naum", "Pois é". Só falta dizer "Como você se sente em relação a isso?" E basta eu ser monossilábico que a pessoa dá uma nova enxurrada de palavras. Dá tempo de ir ao banheiro, jantar, assistir a uma temporada inteira de "24 horas" que a pessoa continua lá. Escrevendo. Bem que Aristóteles, Vigotski e outros pensadores realçam o poder da escrita como elemento cartático. Bom, essa situação em particular me fez refletir: seria o msn uma espécie de divã? Bom, eu naum saco muito de psicanálise, mas até onde sei "é a interpretação da transferência e da resistência com a análise da livre associação. O analisado, numa postura relaxada, é solicitado a dizer tudo o que lhe vem à mente. Sonhos, esperanças, desejos e fantasias são de interesse, como também as experiências vividas nos primeiros anos de vida em família. Geralmente, o analista simplesmente escuta, fazendo comentários somente quando no seu julgamento profissional visualiza uma crescente oportunidade para que o analisando torne consciente os conteúdos reprimidos que são supostos, a partir de suas associações. Escutando o analisado, o analista tenta manter uma atitude empática de neutralidade. Uma postura de não-julgamento, visando a criar um ambiente seguro." Estariam as novas TIC's dando uma nova dimensão a Psicanálise? Então o profissional não precisaria ir a um consultório e atender um paciente que ele considera chato. Poderia atender de casa pelo PC. HMMMM... Pode parecer uma idéia besta no começo, mas é uma idéia a se considerar. Eu sei que o contato humano é insubstituível, mas se uma pessoa fala de seus problemas pela Internet pra um amigo, quem dirá a um psicólogo? Bom, talvez eu esteja divagando sobre coisas absurdas no momento, mas o que "pipoca" de reportagens na tv de como as pessoas tem usado a Internet para fugir de suas frustrações e muitos pesquisadores da Psicologia Têm alertado sobre isso. Bom, no mais é isso. Espero que os entendidos do assunto naum me massacrem caso vejam isso, mas quero que eles comentem esse post. E vcs tb, leigos como eu.
P.S.: de forma alguma esse post é para ridicularizar alguém ou fazer brincadeira com problemas de natureza psicológica, pois eu tb faço terapia.
Abraço.

Vale a pena ou não ir ao cinema hoje?

Olá seres andantes - ou não - e pensantes - ou não! Esta postagem é sobre um vídeo que vi agora há pouco que é sobre um pobre cinéfilo que só o que ele pede é poder assistir as sessões de cinema sossegado. Por eu também ser um cinéfilo, resolvi postar sobre o assunto. O que aconteceu com aquele lugar deveras mágico que deveria nos transportar para uma realidade que nos era apresentada por meio de um projetor e fundo branco? Quando eu era criança, cinema era sinônimo de família, de namorados que se encontravam para namorar e essas coisas clichês, mas que são "arquetípicas", ou seja, todo mundo precisa disso. Hoje em dia; o cinema, que eu considerava a Ágora dos tempos modernos, tornou-se significado de aborrecimento e transtorno. É difícil ir a uma sessão sem ter um chato que fica abrindo uma embalagem de alguma coisa comestível, de gente que conversa sem parar, de gente que só chega atrasada para sessão e fica bem na frente do cidadão que chegou pontualmente e tem seu entretenimento comprometido. PORRA! Dá vontade de você ir somente na última do último dia: assim você tem certeza de que só vai estar você e o funcionário do cinema que só aparece no fim de cada sessão. Muitos preferem comprar DVD pirata, pois pode assistir no conforto de casa - o que é perfeitamente compreensível. No meu caso, eu não abro mão de ver na tela do cinema o espetáculo da sétima arte. Gente purista que nem não abre, apesar da banalização das TIC's, de poder se deslumbrar naquele momento único. Ser transportado para uma realidade e, por 1 ou 2 horas, esquecer os problemas de qualquer natureza. Bom, cinéfilos ou não, por favor, não deixem de opiniar para eu fazer um feedback. Abraço e té próxima!

sábado, 12 de abril de 2008

Sobre o vídeo do Ramones

Olá pessoas, este vídeo que postei é uma pequena obra minha: eu não tinha o que fazer e fiz esse vídeo. Essa é a minha primeira tentativa no mundo do audiovisual. Dêem sua opinião. Quem quiser me contratar eu tô aceitando. Abraço.

Ramones

Segundo dia...

Olá pessoal. Bom, é o segundo dia e ainda nenhuma novidade. De ontem para hj tenho lido três livros sobre mito para o capítulo 1 de minha monografia. Tem horas que a cabeça começa a doer. Por isso vou ouvir música pra "desopilar". Bom, eu aconselho, caso alguém esteja passando por uma crise de criatividade como eu, a escutar The Hives e Queens of the Stone Age. Muito bom. No mais, é só isso mesmo. Qualquer sugestão de musica é bem-vinda! Abraço.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Olá


Olá pessoal, hj é a primeira postagem. Naum tenho muito a dizer. A escolha do nome do blog se deve a uma célebre frase de minha irmã quando as coisas dão errado. Eu sempre morro de rir quando ,algo dá errado, e ela diz isso.