terça-feira, 15 de abril de 2008

Somente aos interessados - Dr. House Terceira Temporada


Olá, seres formados por inúmeras moléculas de carbono! Tudo bem? Esta postagem é para alertar para todos aqueles que são fãs - assim como eu - da série de TV Dr. House, que a Rede Record dará início à exibição da terceira temporada nesta quinta-feira (17/04).

Por que um médico com métodos nada ortodoxos, mais rabugento que o Seu Lunga, viciado em analgésicos, manco e demasiado pedante possui uma legião de fãs?

Alguns dizem que é pelo fato dele ser extremamente sincero com relação aos seus pacientes. Que ele não precisa, de forma alguma, simpatizar com eles para poder tratá-los. Outros tantos afirmam que, apesar dele ter um "carisma ímpar", ele possui um gênio inegável e todos são obrigados a aturá-lo. E uma parcela acha-o cativante pelo fato de demonstrar uma certa humanidade e compaixão pelos outros - como no episódio da segunda temporada em que o Foreman ficou entre a vida e a morte - , embora demonstre um comportamento exacerbadamente anti-scoial.

No meu caso, são todos estes motivos citados acima. Lembro-me de ver, pela primeira vez, a propaganda da série na TV. Logo de cara não gostei. Pensei que se tratava de mais uma série do tipo "Plantão Médico": médicos bonzinhos, demasiadamente humanos, com seus problemas e frustrações em que, todavia teriam de salvar vidas antes de se salvarem. Que bom que eu estava enganado. Como pode uma série de TV ter; como protoganista; um médico tão cabeça-dura, pernóstico, rabugento, ranzinza, mal-humorado e; para piorar; tão genial? Pois a sacada, na minha opinião, é essa: você ter de aturar uma pessoa tão detestável e ainda admitir seus dons intelectuais. Com certeza muita gente deve ter passado por isso.

House está no lado oposto do espectro em que se encontra o personagem vivido por Robin Williams em "Patch Adams - O Amor é contagioso". Este se preocupa em sanar, não só os males físicos, mas também amenizar por meios lúdicos: uma espécie de terapia do riso. Já o House... bom, ele é o House. O que importa para ele é a doença. Dane-se se o paciente tem uma história de dar dó.

Outro aspecto importante na série são comos as doenças são tratadas: House não pensa como a maioria dos cientistas. Ele vê além. O seu conhecimento é rizomático - se move para várias direções - e não uma linha reta. Embora muitos dos casos são fantasiosos demais, é interessante notar a complexidade que o corpo humano é tratada. Realmente somos uma máquina complexa, formadas por sistemas complexos que funcional de maneira interligada. O ponto em questão é mostrar como muitos dos conceitos de outros ramos do conhecimento são trazidos à tona. Que realmente existe uma tal multi e interdisciplinaridade do conhecimento. Observo que muitos dos conceitos que vejo na faculdade (detalhe, sou graduando do curso de Biblioteconomia) adquirem uma outra dimensão nessa série. Conceitos como o de informação - a mola-mestra da tal "Sociedade da Informação" - são apresentados em um nível que eu não pensava existir. Só uma outra série me deixava grudado na TV por abordar estas questões numa outra roupagem: C.S.I. (mas isso é outra história).

E muito do que se vê em "Dr. House" é o que aprendemos quando tentamos entender a tal "Teoria do Caos": uma implicação leva a outra e atinge proporções colossais (vixe, colossais foi boa =)). A velha história de que "um bater de asas de uma borboleta blá blá blá blá... furacão no Japão."

Bom, desta vez escrevi mais de que de costume. Perdoem-me os erros de ortografia - não costmuo revisar o que escrevo no mesmo dia, só no dia seguinte. Mais uma vez,vai o meu apelo: não deixem de comentar cada postagem. Preciso fazer um feedback.

P.S: escolhi esta foto porque uma lembra a música 'In Limbo' do Radiohead. E também porque é uma representação imagética do criador não conseguir se dissociar de sua criatura: House, que é médico, por conta de sua condição tornou-se um viciado em analgésicos. Um médico que se coloca numa eterna condição de enfêrmo. Que adorável Frankenstein. Abraço.

Radiohead - In Limbo (tradução)

Estou no seu lado
Não há onde se esconder
Portas de armadilhas que abrem
Eu desço em espiral
Você vive num mundo de fantasia
Você vive num mundo de fantasia
Eu me perdi no mar
Não me incomode
Perdi meu caminho
Perdi meu caminho
Você vive num mundo da fantasia
Esse é o mundo mais lindo
Venha aqui
Venha aqui

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